Congresso Profético

Elogios à infidelidade?

Norbert Lieth

Pergunta: “Lucas 16.8-9 fala do administrador infiel: ‘E elogiou o senhor o administrador infiel porque se houvera atiladamente, porque os filhos do mundo são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos da luz. E eu vos recomendo: das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos’. Não entendo essa parábola. Por que o senhor elogiou o administrador infiel?”

Resposta: Quando lemos uma parábola, devemos nos perguntar sempre qual é seu ensinamento principal. Neste caso: “O que Jesus quer me ensinar através dessa parábola; o que posso aprender dela para minha vida pessoal?” As parábolas bíblicas não precisam ser interpretadas nos mínimos detalhes; elas contêm um ensinamento central e é esta ênfase que devemos tentar descobrir. A parábola do administrador infiel parece indicar que ele, antes de ser demitido, tomou providências para assegurar seu sustento no tempo “depois” de perder o emprego. Nesse sentido, ele foi hábil, pois preocupou-se com seu futuro.

Em sentido figurado, nós deveríamos fazer o mesmo: não priorizar as coisas deste mundo mas o que virá depois. O mais importante é estar preparado para o momento em que vamos deixar esta terra e nosso “tabernáculo terreno”.

O fato do senhor elogiar o administrador infiel não significa que ele estava achando corretas as suas fraudes. Ele elogiou apenas sua esperteza, o que também tem algo a nos ensinar. Muitas vezes, os filhos deste mundo são mais sábios e conseqüentes na realização de seus planos e na execução de seus propósitos do que os filhos da luz no cumprimento de sua tarefa aqui na terra.

Por essa razão, creio que essa parábola nos ensina o seguinte: devemos usar todos os recursos que temos à disposição – inclusive bens e dinheiro – tendo em vista o “depois”, a eternidade, buscando em primeiro lugar o reino dos céus. Precisamos nos desprender daquilo que nos foi confiado, pois, de qualquer forma, um dia teremos de deixar tudo para trás. Quando nosso coração é totalmente do Senhor, Ele passa a ser nosso bem supremo, acima de todas as outras coisas. Então também nos empenharemos e buscaremos meios e possibilidades de investir na eternidade tudo o que temos e o que somos. (Norbert Lieth)

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