Precisamos de heróis!

Daniel Lima

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Como humanidade, estamos cansados de falsos heróis. Líderes se levantam, um após o outro, parecendo ser uma alternativa, mas logo se revelam pelo menos insuficientes ou pior ainda, perversos. Com isso é crescente também o cinismo ou ceticismo. Qualquer um que queira fazer algo diferente é encarado com suspeita ou clara hostilidade. Isso é verdade tanto no campo político, como no empresarial ou religioso.

Para nós cristãos, o anseio por um herói foi plenamente preenchido na pessoa de Jesus Cristo. Nele temos um herói resgatador, amoroso e totalmente íntegro. Ao recebermos o Senhor como salvador, nos comprometemos também a caminhar com ele (Colossenses 2.6-7). Assim, de uma forma muito clara, somos chamados a sermos pequenos “heróis” conforme Cristo. Somos chamados a mostrar ao mundo um modo diferente de viver. Somos chamados a “espelhar e espalhar” a imagem de Cristo para que outros possam também encontrar nele a libertação e a salvação.

Para nós cristãos, o anseio por um herói foi plenamente preenchido na pessoa de Jesus Cristo.

Em uma das passagens mais conhecidas sobre o que significa seguir a Jesus, o apóstolo Paulo escreve (Filipenses 2.5-8): 

“Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!”

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Paulo começa nos chamando a copiar a atitude de Jesus. Atitude é uma expressão que significa muito mais que sentimentos. Copiar a atitude de Jesus significa ver o mundo como ele via. Significa cultivar uma reação ao mundo como a dele. Significa ter uma postura sacrificial para com este mundo perdido. Vamos acompanhar características dessa atitude:

  1. Renunciar à sua condição e de seus direitos. A primeira marca de uma atitude cristã é colocar-se como servo deste mundo. Servir ao mundo não significa fazer sua vontade, mas significa desistir de algumas condições que nos são preciosas. Jesus renunciou à sua glória, mas não sua divindade. Ele não permaneceu apegado ao seu mais absoluto direito de ser adorado. 

  2. Como cristãos, somos chamados a renunciar, não a quem somos, mas à honra e aos direitos que nos são inerentes como filhos de Deus. Isso é complicado, pois nossa cultura nos estimula a defender nossos direitos, defender nossa dignidade. Ao copiar a atitude de Jesus, precisamos estar dispostos a renunciar a várias condições que consideramos como direitos inalienáveis (Marcos 10.45).

  3. Identificar-se com aqueles a quem servimos. Jesus se esvaziou, não de sua essência, mas de sua forma. Esvaziou-se de tal forma que ninguém ao olhar para ele achava que ele era Deus; na verdade, duvidavam disso. Ao mesmo tempo, todos que tinham contato mais íntimo com ele reconheciam que havia algo diferente, reconheciam seu poder.

  4. Como cristãos precisamos tirar toda barreira que nos separa daqueles a quem servimos, sem incorrer em pecado. Paulo declara que fez de tudo para se identificar com aqueles que queria alcançar (1Coríntios 9.19-23). Acredito que quando enfatizamos formas e costumes que nos destacam dos incrédulos não estamos copiando a atitude de Jesus. Com certeza isso não significa que precisamos nos envolver em pecado para nos identificarmos, mas precisamos nos esvaziar de nossas preferências culturais para que incrédulos se sintam à vontade em nossa presença.

  5. Cumpriu plenamente o plano de Deus. A atitude de Jesus foi completamente alinhada com a vontade do Pai, mesmo que o preço tenha sido sua morte por meio de um dos mais cruéis instrumentos de tortura, a cruz.

  6. Somos chamados a mostrar ao mundo um modo diferente de viver, a “espelhar e espalhar” a imagem de Cristo para que outros possam também encontrar nele a libertação e a salvação.

    Uma vez mais, como cristão não posso afirmar ser um seguidor de Jesus e não ter um profundo compromisso com sua vontade para minha vida. A vontade de Deus é perfeita e agradável (Romanos 12.1-2). No entanto, isso não significa que não tenha um custo. Na verdade, para nossa carne o custo é o maior possível: a morte! Em outras palavras, é impossível imitar a atitude de Jesus e ignorar sua morte. Esse é o sentido do batismo (Colossenses 2.12): morremos para uma vida e recebemos dele uma nova vida. De uma forma muito concreta, somos chamados diariamente para celebrarmos o batismo. Somos chamados a fazer morrer nossa natureza terrena e cultivarmos nossa natureza espiritual.

Minha oração é que eu e você, meu irmão ou irmã, vivamos como pequenos heróis, representando diante do mundo aquele que nos salvou e que pode também resgatar a todos que ouvirem sua voz!

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Daniel Lima foi pastor de igreja local por mais de 25 anos. Formado em psicologia, mestre em educação cristã e doutor em formação de líderes no Fuller Theological Seminary, EUA. Daniel foi diretor acadêmico do Seminário Bíblico Palavra da Vida por 5 anos, é autor, preletor e tem exercido um ministério na formação e mentoreamento de pastores. Casado com Ana Paula há mais de 30 anos, tem 4 filhos, uma neta e vive no Rio Grande do Sul desde 1995.

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