Por que e para que sofremos?

Johannes Pflaum

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Devemos sempre nos perguntar: por que sofremos? Por causa de Cristo e do evangelho ou por causa de nossas vidas superficiais?

O contexto de 1Pedro 4.14 – “Se são insultados por causa do nome de Cristo, vocês são bem-aventurados, porque o Espírito da glória, que é o Espírito de Deus, repousa sobre vocês” – deixa claro que se trata de insultos por causa de Jesus e do evangelho. É importante notar o motivo do nosso sofrimento.

Se o seu chefe o repreende porque você costuma chegar atrasado ao trabalho, você não pode orar sobre como está sendo intimidado como cristão. Se você encurtar seu horário de trabalho fazendo discursos evangelísticos, não se surpreenda se seus colegas não o levarem a sério. Se você agir como um cachorro, rosnando e latindo para seu vizinho, a zombaria dele não terá nada a ver com “insult[os] por causa do nome de Cristo”.

Pedro trata da vergonha que sofremos por Cristo e pelo evangelho. Paulo nos diz como é a nova vida em Gálatas 5.22, onde menciona o fruto do Espírito. É a alteridade de uma vida transformada por Cristo que aliena e provoca rejeição, não a conformidade simplificada. Essa rejeição não nos afeta apenas quando falamos de Jesus ou quando distribuímos um folheto. Algumas pessoas agem mal com você porque é simplesmente a nossa diferença que as irrita. Mas devemos sempre nos perguntar: por que sofremos? Por causa de Cristo e do evangelho ou por causa de nossas vidas superficiais? Se este for o caso, é uma questão de arrepender-se, curvar-se diante do Senhor e reivindicar o poder transformador da graça de Deus. Se estivermos dispostos a nos curvar diante de Deus e dos homens, nosso Senhor, em sua graça, poderá usar até mesmo nossa pilha de cacos para sua glória.

O que Deus nos deu em Cristo supera tudo. Em troca da riqueza descrita em Efésios 1–2, você pode esquecer sua casa, seu carro e a taça de campeão do seu time favorito.

É sobre a vergonha que sofremos pelo Senhor e pela sua Palavra! Ele vale a pena. Ele é único em seu amor, em sua graça, em sua glória sublime. É por isso que em sua primeira carta Pedro fala repetidamente sobre a glória de Jesus aos cristãos oprimidos e perseguidos. Contudo, não se trata apenas de sua glória. O que Deus nos deu em Cristo supera tudo. Vale a pena sofrer vergonha por isso. (E se você se esqueceu disso, então leia Efésios 1–2.) Em troca da riqueza ali descrita, você pode esquecer sua casa, seu carro e a taça de campeão do seu time favorito.

Deus muitas vezes glorifica a si mesmo na aparente impotência de seus filhos. É aí que sua força entra em ação, apesar do sofrimento e da dor. Como é bom saber que não precisamos suportar isso sozinhos, e não para por aí: através das provações e tribulações, Deus purifica a fé dos seus filhos (veja 1Pedro 1.7). Ao fazer isso, ele o orienta completamente para Jesus. Uma das coisas mais lindas que podem acontecer é Jesus se tornar ainda mais importante para nós, é conhecermos ele ainda melhor.

Na carta aos Filipenses, Paulo fala do conhecimento excedente de Cristo. Ele escreve: “O que eu quero é conhecer Cristo e o poder da sua ressurreição, tomar parte nos seus sofrimentos e me tornar como ele na sua morte, para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos” (Filipenses 3.10-11). Através do sofrimento por Cristo e pelo evangelho, Paulo passou a conhecer seu Senhor cada vez mais. O poder da ressurreição, a esperança futura, tornou-se cada vez maior para ele.

O Senhor abençoa seus filhos, especialmente quando eles são insultados; quando, humanamente falando, menos esperamos.

O Senhor abençoa seus filhos, especialmente quando eles são insultados; quando, humanamente falando, menos esperamos. O Espírito da glória repousa sobre os injuriados. Paulo lembra a Timóteo que “Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (2Timóteo 1.7). Talvez já não experimentamos a obra do evangelho da mesma forma porque não estamos dispostos a sofrer e a suportar reprovações por ela, mas ocupados em adaptá-la aos gostos da nossa cultura e comercializá-la a fim de evitar ofensas. É o próprio Cristo quem permite que a sua glória repouse sobre os filhos de Deus quando eles são insultados e rejeitados como estranhos por sua causa.

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Johannes Pflaum nasceu na Alemanha, em 1964, é casado, pai de cinco filhos e reside na Suíça. Estudou teologia no seminário teológico da Missão Liebenzeller e serve como presbítero na Comunidade Cristã de Sennwald. Desde 2000 atua como conferencista e docente na área do ensino bíblico, tanto no país como no exterior.

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