O que é o pecado?

Bobby Conway

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Pecado não é uma palavra popular, e eu entendo o porquê. Quem gosta de pensar em si mesmo como um pecador? Mesmo aqueles que não conhecem o significado da palavra sabem que ela tem uma conotação negativa. Mas o que exatamente é o pecado?

Biblicamente, pecar significa ficar aquém do padrão de justiça de Deus. Paulo colocou isso da seguinte forma: “Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3.23). O abismo moral entre Deus e o ser humano é tão grande que assola a todos nós. Ninguém consegue atingir esse padrão. O pecado afeta a nós todos.

Como a humanidade procurou lidar com esse problema sistêmico do pecado?

Primeiro, esse dilema moral levou algumas pessoas a tentarem alcançar o padrão com suas próprias forças. Essa é definitivamente uma busca em vão. Eu dou o maior apoio para alguém que se esforça para viver de maneira justa, mas não se essa pessoa pensa que pode obter a perfeição moral por conta própria. Isso é impossível.

Segundo, algumas pessoas procuraram minimizar os padrões de Deus a fim de sentirem-se melhor a respeito de si mesmas. Elas fazem isso reduzindo as ordens de Deus a fim de ser possível cumpri-las. Outros podem até proclamar a si mesmos como o padrão e, assim, buscam sentir-se bem consigo mesmos ao encontrar alguém que pareça pior, mais decadente. Mas isso é totalmente ineficaz para remover o padrão verdadeiro e apenas permite que a pessoa viva se iludindo, achando que é realmente justa. O padrão de Deus não encolhe. Ele não é ajustável.

Terceiro, outros buscam remover totalmente o padrão. Como Fiódor Dostoiévski disse certa vez: “Se Deus não existe, tudo é permitido”. Não existe pecado sem o padrão. E, se não existe pecado, então não há culpa; se não há culpa, então, por favor, comam, bebam e se divirtam, certo? Errado. A culpa existe porque o pecado existe, e o pecado existe porque existe um padrão, e esse padrão existe porque há um Deus. Deus é o padrão.

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A culpa existe porque o pecado existe, e o pecado existe porque existe um padrão, e esse padrão existe porque há um Deus.

Eu lembro de, numa certa ocasião, estar refletindo sobre esse padrão com desânimo. Eu pensei: Deus, isso não parece certo. Nós somos considerados responsáveis por não atingirmos um padrão impossível. Somos basicamente julgados por não sermos tão justos quanto o Senhor. Para sermos assim, precisaríamos ser o Senhor – teríamos que ser Deus, mas não somos. Eu pensei mais um pouco comigo mesmo: Isso seria como se eu levasse meu filho para a cidade de Nova York e deixasse ele na rua enquanto eu subo até o topo do edifício Empire State, colocasse uma cesta de basquete do lado do prédio e gritasse para ele lá do alto: “Beleza, Dawson, vamos ver você fazer uma cesta”. Você consegue imaginar quão tolo ele pareceria lá embaixo, na rua, tentando colocar a bola de basquete em uma cesta que está a 102 andares de altura? Seria fútil. E pareceria absurdo. Pior ainda, imagine que eu o castigasse por não conseguir alcançar esse padrão impossível que defini.

De maneira similar, nós todos falhamos risivelmente em alcançar o padrão moral de Deus. Mas Deus não espera que nós mantenhamos esse padrão, a não ser que planejemos chegar ao céu sem Jesus. E isso não vai acontecer. Nem para mim nem para ninguém. Deus sabe que não podemos manter o padrão. Por isso ele fez a cesta por nós ao enviar Jesus para atingir o padrão em nosso lugar. Agora tudo o que precisamos fazer é crer que Jesus foi o substituto por nós ao morrer na cruz, a fim de pagar pelos nossos pecados. Podemos então ser considerados justos pela fé. E isso é uma ótima notícia.

No final, nós não somos julgados por não atingirmos o padrão.

Somos julgados pelo que fazemos a respeito de Jesus.

Publicado com permissão do ministério The One Minute Apologist (disponível em: https://oneminuteapologist.com/what-is-sin/).

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Bobby Conway é o fundador e apresentador do ministério One Minute Apologist, especializado em fornecer respostas rápidas e fundamentadas sobre a defesa da fé cristã. É mestre em teologia pelo Dallas Theological Seminary e doutor pelo Southern Evangelical Seminary na área de apologética. Casado com Heather, tem 2 filhos e vive no sul da Califórnia, onde leciona no Calvary Chapel Bible College. Autor do livro Duvidando em Direção à Fé, publicado no Brasil pela Chamada.

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