O Muro Ocidental

Steve Herzig

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Muitas pessoas viajam a Israel como peregrinos para visitarem o único lugar que o Senhor chama de “terra santa” (veja Zc 2.12). Outros vão lá para verem a realidade do sonho sionista gerado nos anos 1800 por Theodor Herzl. Sionismo é o movimento para fazer o povo judeu retornar à sua terra natal, Israel, e protegê-lo ali.

Um dos poucos sítios em Israel que combina tanto santidade quanto orgulho sionista fica na Cidade Velha de Jerusalém. Em hebraico, ele é chamado de ha-kotel ha-ma’aravi, que significa “o Muro Ocidental”. A maioria dos israelenses o conhece simplesmente como ha-kotel – “o Muro”.

O que faz do muro um sítio atraente para o orgulho sionista é a sua localização. Por 19 anos (1948-1967), a capital de Israel, a cidade de Jerusalém, ficou dividida – metade na Jordânia e metade em Israel. Os jordanianos proibiam o povo judeu de entrar na Jerusalém Oriental, onde está localizado o Muro, e expulsaram todos os judeus que moravam lá há anos.

Durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel reunificou Jerusalém contra-atacando uma agressão jordaniana. Milhares do povo judeu se reuniram no Muro para celebrar a vitória de Israel e a unificação de sua cidade sagrada. O grito de júbilo que deram foi: “Jerusalém jamais será dividida novamente!”.

O que torna o Muro sagrado também é sua localização no monte Moriá. Os livros de Samuel, Reis e Crônicas, na Bíblia hebraica, descrevem a construção do Primeiro Templo (de Salomão). Dentro, o Santo dos Santos abrigava a Arca da Aliança, onde habitava a Glória (Shekinah) de Deus. Esse Templo foi destruído quando os babilônios invadiram Judá, em 586 a.C.

Sob a direção de Zorobabel e Neemias, o Templo foi reconstruído (515 a.C.). Herodes, o Grande (37 a.C.-4 d.C.), mais tarde o expandiu, acrescentando quatro muros de retenção para dobrar o tamanho da praça em redor dele. O Segundo Templo foi construído no mesmo lugar em que estivera o Templo de Salomão (Ed 6.7).

No ano 70 d.C., os romanos destruíram o Segundo Templo, não deixando pedra sobre pedra, como Jesus havia predito (Mt 24.1-2). Todos os muros de retenção ainda permanecem lá. Mas o Muro Ocidental é o local mais próximo de onde antes era o Santo dos Santos. Atualmente, alguns judeus religiosos crêem que a glória de Deus nunca se afasta do Muro Ocidental. Inquestionavelmente, o Kotel e o Monte do Templo acima dele são, para o povo judeu, os lugares mais sagrados que existem na terra. Milhares congregam no Muro e oram ali todos os dias.

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A parte do muro que está exposta eleva-se cerca de 21 metros acima do chão e se estende por mais de 62 metros. Ela consiste de 45 camadas de pedras, 28 das quais estão acima do solo e 17 estão abaixo. As sete camadas de baixo das que são visíveis são as pedras herodianas, muito maiores, mais pesadas e mais finamente trabalhadas do que as pedras mais novas acima delas. Nenhuma argamassa ou cimento foram utilizados para assentar essas pedras maciças em seus lugares.

O Kotel é acessível durante 24 horas por dia. Ele tem seu próprio site (www.thekotel.org). Qualquer pessoa em qualquer lugar pode orar a qualquer momento no Muro, pessoalmente ou online. Como alguns judeus crêem que a glória de Deus ainda habita no Muro, é tradição colocarem orações escritas em papéis nas fendas e rachaduras das pedras. Pedidos de oração podem ser enviados por e-mail para o site do Kotel e voluntários os colocarão no Muro.

Antes de 1967, os gentios chamavam o Kotel de Muro das Lamentações, ou Muro das Lágrimas, porque viam o povo judeu chorando ali quando orava. Hoje, muitos do povo judeu chamam-no Muro da Alegria, por causa da vitória em 1967, que deu-lhes novamente seu sítio sagrado.

Como cristãos, devemos nos aproximar do Muro reverentemente, porque ele simboliza a fidelidade de Deus para com Seu povo. [Naturalmente, sabemos que a Glória do Senhor não está mais presente ali e que não precisamos de lugares específicos para fazer nossos pedidos de oração]. Mas também devemos nos aproximar em alegria, sabendo que um dia o Rei-Messias retornará para sentar-se no trono de Davi para governar e reinar em justiça [quando a Glória do Senhor retornará a Jerusalém]. (Steve Herzig — Israel My Glory)

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