Malas Prontas para Viajar

Daniel Lima

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Entre os muitos privilégios que Deus tem concedido a mim e à Ana Paula, um muito precioso para nós é poder liderar excursões a Israel. Já fizemos duas e agora no dia 22/05 saímos para mais uma. O roteiro inclui Grécia, Turquia e, finalmente, Israel. Vamos acompanhar um grupo de 45 pessoas, passando pelas cidades visitadas por Paulo em suas viagens missionárias, assim como pelas igrejas de Apocalipse. Serão 24 dias de viagem no total.

Mesmo com toda a animação, esses últimos dias têm trazido seus desafios. Preparar malas, preparar a roupa, deixar a casa em condições para nossa ausência, deixar contas pagas ou agendadas, transferir compromissos, em resumo, mil tarefas a mais. Em alguns momentos, tenho sido levado a refletir o quanto nossa agenda mudou, pois estamos na expectativa de uma viagem. Nossa partida se aproxima e eu quero estar pronto! Esse raciocínio me levou imediatamente a refletir o quanto nossa agenda deveria mudar diante da expectativa do retorno de Jesus.

Paulo escreveu sobre essa bendita esperança em Tito 2.11-13:

“Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo.”

Essa é uma passagem muito conhecida e, se a considerarmos com cuidado, de grande impacto para nossas vidas. Seguindo seu raciocínio sobre o que se espera de cristãos em várias etapas da vida, Paulo apresenta seu argumento base para todas essas exortações: “Porque a graça de Deus se revelou salvadora a todos os homens”. A graça é base não apenas para a salvação, mas para todos os aspectos de nossa vida. Sou salvo da justa penalidade de meus pecados pela graça, ao mesmo tempo, posso viver uma vida diferente também pela graça.

Precisamos deixar a impiedade, pois nosso viver deve estar alinhado com nossa nova realidade de vida, com a própria vida em Jesus.

Ela nos ensina uma série de atitudes e comportamentos que poderiam ser considerados semelhantes a arrumar as malas para nossa partida. Na viagem para Israel não posso levar muitos pertences que, apesar de importantes para mim, seriam apenas um peso inútil. Para minha partida com Jesus também vou deixar muita coisa para trás. Paulo começa, no versículo 12, dizendo que temos de arrumar as malas, deixando para trás a impiedade. Impiedade é toda atitude que se levanta contra o conhecimento de Deus (2Coríntios 10.3-5). Precisamos deixar a impiedade, pois nosso viver deve estar alinhado com nossa nova realidade de vida, com a própria vida em Jesus.

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A seguir, Paulo no lembra de deixar as paixões mundanas. Paixões mundanas são aqueles desejos profundos que, contaminados pelo mundo, nos levam a desenvolver uma insatisfação contra o próprio Deus. Para uns pode ser desejos sexuais que contrariam o plano de Deus. Para outros, pode ser a revolta de não poder comprar tudo o que gostariam, para outros ainda, podem ser limitações de ordem física que os privam de realizar seus desejos. Em uma cultura onde cada vez mais se exalta “seguir o seu coração”, precisamos reconhecer, denunciar e rejeitar inclinações de nosso coração que contrariam o que Deus tem de melhor para nós.

Devemos viver na perspectiva de que já estamos na presença de Deus, vivemos para ele e por ele.

No entanto, arrumar malas não é só sobre o que deixar fora, mas o que incluir. Paulo, ainda no versículo 12, chama-nos a incluir três coisas: sobriedade, justiça e piedade. Sobriedade refere-se à capacidade resultante de autocontrole. Uma pessoa sóbria ou sensata não vive dominada por impulsos e desejos momentâneos que, com frequência, causam desastres e tragédias. Soma-se a isso a justiça ou retidão. Não só devemos “colocar na mala” o autocontrole, como também uma vida correta e íntegra. Uma vez mais, devemos viver como cidadãos do céus, pois é para lá que estamos indo (Filipenses 1.27; Hebreus 11.13-16). Por fim, assim como ele começou nos exortando a deixar a impiedade, o apóstolo agora nos chama a viver piedosamente. Devemos viver na perspectiva de que já estamos na presença de Deus, vivemos para ele e por ele (Gálatas 2.20).

No versículo 13, Paulo apresenta a expectativa da viagem, a bendita esperança: a manifestação perfeita de Cristo Jesus. Não sei se você já fez isso, mas eu quero sugerir um exercício simples. Imagine seu encontro com Jesus, medite sobre esse momento, quais são suas reações, de que modo seu coração e alma são tocados por esse evento. Não é apenas uma experiência emocional, muito embora eu creio que deva ser isso também. Uma reflexão sobre esse encontro me ajuda a colocar as coisas na perspectiva correta – essa não é apenas uma fantasia vazia, é justamente o que entendemos ser a essência da vida eterna. Minha oração é que eu e você vivamos nessa bendita esperança, no aguardo do momento em que, seja pelo arrebatamento, seja por nossa partida, vamos nos encontrar com nosso Senhor Jesus.

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Daniel Lima (D.Min., Fuller Theological Seminary) serviu como pastor em igrejas locais por mais de 25 anos. Também formado em psicologia com mestrado em educação cristã, Daniel foi diretor acadêmico do Seminário Bíblico Palavra da Vida (SBPV) por cinco anos. É autor, preletor e tem exercido um ministério na formação e mentoreamento de pastores. Casado com Ana Paula há mais de 30 anos, tem quatro filhos, dois netos e vive no Rio Grande do Sul desde 1995. Ele estará presente no 25º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética, organizado pela Chamada.

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