Jerusalém, Israel (Terça-feira, 06 de junho)

Daniel Lima

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Na noite de segunda-feira, alguns de nós tomamos o trem urbano e fomos até o centro de Jerusalém. Foi um passeio divertido para quem se arriscou, tentando entender palavras, nomes e lugares. Foi tudo absolutamente seguro, como sabíamos que seria, mas foi divertido tentar lembrar da estação que tínhamos de descer, entender como comprar o ticket do trem, comprar algumas coisas que precisávamos. Na verdade, para mim e minha esposa, esse é um dos pontos altos de um passeio assim, nos arriscarmos a explorar o “desconhecido”.

Durante a manhã de terça tivemos mais duas palestras na conferência e de tarde fomos visitar o Museu do Livro, local onde ficam guardados e expostos alguns dos manuscritos do mar Morto. Ali também pudemos visitar a maquete de Jerusalém nos tempos de Jesus, uma obra digna de ser vista.

Para muitos, quando se fala dos manuscritos do mar Morto, a reação é de achar que esses documentos não têm muita relevância para nós. No entanto, essa história vale a pena ser lembrada. Em 1947, um jovem pastor de cabras viu um dos seus animais entrar em uma caverna na região de Qumran, próximo ao mar Morto. Não querendo subir até a caverna ele lançou uma pedra para afugentar o animal. O que ouviu foi o barulho de algo se quebrando. Curioso, ele escalou a encosta até a caverna e ali encontrou várias urnas de barro seladas contendo pergaminhos. Estudiosos avaliam que esses vasos estavam ocultos ali desde o ano 70 d.C.

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Isso tudo poderia ser apenas uma curiosidade arqueológica, se não fosse um fato comprobatório da fidedignidade dos manuscritos que temos do Antigo Testamento. Até essa descoberta, os documentos mais antigos que tínhamos era do século IX ou X. De uma hora para outra surgiram documentos que datam desde o ano 200 antes de Cristo! A grande pergunta era: o quanto as cópias de cópias haviam adulterado o texto original?

Para surpresa dos mais céticos, os rolos do mar Morto demonstraram que não havia praticamente nenhuma alteração entre esses documentos e o que temos hoje.

Para surpresa dos mais céticos, os rolos do mar Morto demonstraram que não havia praticamente nenhuma alteração entre esses documentos e o que temos hoje. Isso nos dá um alto nível de confiança na integridade do texto bíblico. Essa descoberta não muda o que cremos, mas nos dá maior confiança em textos como 2Pedro 1.20-21: “Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal, pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo”.

Minha oração é que eu e você possamos crescer em nosso compromisso com a integridade e a fidelidade do texto bíblico como revelação de nosso Deus. Paulo instrui Timóteo a permanecer na Palavra (2Timóteo 3.14-17). Permanecer na Palavra significa ler, estudar, ouvir e praticar as verdades ali expressas!

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Daniel Lima (D.Min., Fuller Theological Seminary) serviu como pastor em igrejas locais por mais de 25 anos. Também formado em psicologia com mestrado em educação cristã, Daniel foi diretor acadêmico do Seminário Bíblico Palavra da Vida (SBPV) por cinco anos. É autor, preletor e tem exercido um ministério na formação e mentoreamento de pastores. Casado com Ana Paula há mais de 30 anos, tem quatro filhos, dois netos e vive no Rio Grande do Sul desde 1995. Ele estará presente no 25º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética, organizado pela Chamada.

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