Galileia (Domingo, 11 de junho)

Daniel Lima

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Hoje foi nosso primeiro dia inteiro na Galileia. Fizemos algumas visitas “obrigatórias”, como por exemplo o provável local do Sermão do Monte. Ali tivemos um tempo de louvor e de Palavra, relembrando aquela que pode ser chamada de apresentação da vida no reino de Jesus. Passamos por Cafarnaum, cidade onde Jesus morou por um tempo. Visitamos ali a sinagoga preservada e construções da época de Cristo. Cruzamos o mar da Galileia e, por fim, assistimos o batismo de uma adolescente do nosso grupo. Foi um dia intenso – ao mesmo tempo em que visitamos lugares dos quais apenas havíamos ouvido falar, fomos surpreendidos pela trágica notícia da morte repentina da esposa de nosso motorista.

É surpreendente como, ao celebrarmos a vida em Cristo e visitarmos locais tão significativos, somos como que “arrastados” de volta à dura realidade daqueles que morrem sem Cristo. Nos dias atuais, alguns cristãos (talvez bem-intencionados) estão deixando de ensinar sobre o destino eterno daqueles que deixam este mundo sem Cristo. Duas passagens me veem à mente sobre esse ensino. A primeira é João 3.36. Conhecemos bem a maravilhosa verdade de João 3.16, mas logo adiante, no mesmo capítulo, João, o apóstolo do amor, escreve: “Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele”.

Parece cruel, não? Como assim, “não verá a vida”, ou ainda pior, “a ira de Deus permanece sobre ele”? Em um mundo onde estamos ignorando consequências, nós nos esquecemos de que a Palavra de Deus para Adão e Eva era de que se comessem do fruto proibido certamente morreriam (Gênesis 2.17). Uma opção foi revelada ali. Ao homem e à mulher foi dada a escolha de caminhar com Deus ou de voluntariamente se rebelar contra ele. A escolha de nossos pais ancestrais (e a nossa também) foi de romper com Deus e seguir nossa própria vontade. O resultado é que, como havia sido avisado, nós morremos em nossa relação com Deus. Fomos colocados debaixo da ira divina.

“Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (João 3.36).

A morte de Cristo não foi meramente um exemplo, como afirmam alguns pastores progressistas, buscando tornar o escândalo da cruz mais aceitável. Jesus morreu para satisfazer ou afastar a ira de Deus sobre o nosso pecado. Em Gálatas 3.13, Paulo escreve: “Cristo nos redimiu da maldição da Lei quando se tornou maldição em nosso lugar, pois está escrito: ‘Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro’”. Há uma maldição pairando sobre todo ser humano devido ao nosso pecado (Romanos 3.23). Cristo tomou nosso lugar, assumindo sobre si essa maldição. A isso chamamos de propiciação, ou seja, um substituto para uma punição merecida. Todo aquele que aceita esse substituto, como vimos em João 3.36, tem a vida eterna, quem o rejeita continua sob a ira de Deus.

Mesmo morando naquele país, cercada por evidências literalmente a cada esquina, aquela jovem esposa e mãe de 27 anos continuou confiando em si, em seus méritos e na religião muçulmana. Para muitos de nós, esse foi um momento de grande tristeza, mas também de alerta. Podemos estar tão perto e ao mesmo tempo tão longe da vida eterna.

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A segunda passagem que me vem à mente é o conhecido texto de Romanos 6.23a: “Pois o salário do pecado é a morte”. O salário do pecado é a eterna separação de Deus. Rejeitar a Deus não é um ato de liberdade, mas de condenação. Já que Deus é o doador e sustentador de toda a vida, ao rejeitarmos a Deus, estamos rejeitando a vida. Não há uma segunda opção.

A graça de Deus como que “explode” no texto de Paulo logo depois de declarar que o salário do pecado é a morte. Na sequência, inspirado por Deus, ele declara: “Mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. O mesmo Deus santo, que em consequência de nossa escolha de rejeitá-lo nos coloca sob sua ira, nos oferece gratuitamente a vida eterna em Cristo Jesus. 

Não sei qual sua caminhada espiritual, mas meu desejo e oração é que você tenha tomado sobre si a cobertura do sacrifício de Jesus. Não somente aceitando-o como seu Salvador e Senhor, mas também comprometendo-se com a proclamação dessa mensagem. O mundo precisa conhecer a mensagem de esperança e de salvação!

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Daniel Lima (D.Min., Fuller Theological Seminary) serviu como pastor em igrejas locais por mais de 25 anos. Também formado em psicologia com mestrado em educação cristã, Daniel foi diretor acadêmico do Seminário Bíblico Palavra da Vida (SBPV) por cinco anos. É autor, preletor e tem exercido um ministério na formação e mentoreamento de pastores. Casado com Ana Paula há mais de 30 anos, tem quatro filhos, dois netos e vive no Rio Grande do Sul desde 1995. Ele estará presente no 25º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética, organizado pela Chamada.

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