Esperança, a força motriz da vida!

Daniel Lima

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O que nos faz continuar vivendo? Sabemos que um dia esta vida se acabará. Somos constantemente lembrados dessa realidade que tentamos esquecer ou ignorar. Cada tragédia, cada acidente, cada guerra nos força a encarar que esta vida não é eterna. Também sabemos que apesar de momentos de alegria teremos muitas aflições nesta vida. Seremos injustiçados, seremos esquecidos, seremos traídos, seremos ofendidos. Por que então nos levantamos novamente a cada manhã e continuamos vivendo? A única resposta que encontro é que fomos feitos para algo melhor, para algo maior – e nossos corações continuam ansiando por este algo. A isso chamamos de esperança!

Esperança de que as coisas vão melhorar, esperança de que conseguirei comprar uma casa, esperança de que ela ou ele se casará comigo. Esperança de que a cura virá. Esperança de que aquele negócio me permitirá pagar minhas contas. Esperança de que o filho vai voltar.

Desejos podem nos mover, mas não nos fazem perseverar, e o que precisamos nesta vida é perseverança – e para isso precisamos de esperança.

Esperança, no entanto, é muito mais que mero desejo. Se tudo o que espero são apenas desejos, sou o mais miserável dos homens, pois desejos com frequência não têm nenhuma relação com a realidade presente ou futura. Desejos podem nos mover, mas não nos fazem perseverar, e o que precisamos nesta vida é perseverança – e para isso precisamos de esperança.

Se você é, como eu, um seguidor de Jesus, é nele que está sua esperança. Aguardamos ansiosamente o dia em que vamos nos encontrar com ele. A Bíblia, em 1Tessalonicenses 4.16-18, descreve esse evento assim:

16Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. 17Depois nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. 18Consolem-se uns aos outros com essas palavras.

A esperança do retorno de nosso Senhor é nossa esperança e é o que deveria nos manter vivendo de acordo com sua vontade. No entanto, como seres humanos, é comum perdermos ela. Mas, afinal, como podemos confiar em uma promessa? Assim como com pessoas, ganhamos confiança ao observarmos a fidedignidade de suas promessas anteriores. Ou seja, se uma pessoa promete e cumpre, pode-se presumir que ela continuará agindo assim.

É por isso que celebramos com tanto entusiasmo o Natal. O Natal é uma parte fundamental da promessa de que um dia estaremos para sempre com Deus. Ele prometeu que a semente da mulher destruiria a serpente (Gênesis 3.15). Jesus nasceu, ministrou entre nós, morreu na cruz por nossos pecados e derrotou a própria morte ao ressuscitar. A primeira parte da promessa (aliás, grande parte da promessa) foi cumprida. Podemos aguardar seu retorno com esperança!

Há um trecho no evangelho de Lucas que relata o encontro de Simeão com o Senhor Jesus ainda bebê (Lucas 2.25-32). Dentre os vários aspectos da história natalina, esta é uma das que mais me encanta:

25Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão, que era justo e piedoso, e que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. 26Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor. 27Movido pelo Espírito, ele foi ao templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para lhe fazerem o que requeria o costume da Lei, 28Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo: 29“Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo. 30Pois os meus olhos já viram a tua salvação, 31que preparaste à vista de todos os povos: 32luz para revelação aos gentios e para a glória de Israel, teu povo”.

Reparem na alegria e nas palavras de Simeão no verso 29: “como prometeste”. Sua alegria e esperança estavam em uma promessa, a de que ele veria o Salvador antes de morrer. A promessa foi cumprida! Ele podia agora partir em paz, pois sabia que sua partida não seria o fim, mas apenas o início de uma eternidade na presença do Pai.

Minha oração é que neste Natal você e eu, como Simeão, celebremos a promessa cumprida e com isso tenhamos nossa esperança renovada. Senhor, podes nos despedir em paz, pois celebramos a tua salvação, luz para nós, gentios, e glória de Israel, teu povo!

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Daniel Lima foi pastor de igreja local por mais de 25 anos. Formado em psicologia, mestre em educação cristã e doutorando em formação de líderes no Fuller Theological Seminary, EUA. Daniel foi diretor acadêmico do Seminário Bíblico Palavra da Vida por 5 anos, é autor, preletor e tem exercido um ministério na formação e mentoreamento de pastores. Casado com Ana Paula há mais de 30 anos, tem 4 filhos, uma neta e vive no Rio Grande do Sul desde 1995.

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