Deserto da Judeia, Israel (Quinta-feira, 08 de junho)

Daniel Lima

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Hoje foi o dia que saímos de Jerusalém e descemos até o deserto da Judeia. Passamos por lugares como Qumran, ruínas do local onde viviam um grupo de essênios. Este foi o grupo que escondeu aquilo que hoje é conhecido como os Manuscritos do mar Morto. Fomos também ao mar Morto, onde pudemos nos banhar naquelas águas. A experiência de flutuação naquele local não deixa de surpreender. No entanto, para mim a experiência mais marcante foi visitar as ruínas de Massada.

Massada foi mais uma das obras impressionantes de Herodes, o Grande. Este homem era um construtor acima da média. Construiu o que hoje conhecemos como o pátio do templo (inclusive o Muro das Lamentações). Construiu Cesareia Marítima, bem como um palácio e futuro mausoléu para si chamado Heródio. Também edificou Massada, uma fortaleza inexpugnável no deserto, talvez como um refúgio em situações extremas. A fortaleza em si fica a quatrocentos metros acima da planície no topo de um morro com paredes verticais. Ali Herodes construiu não só uma fortaleza, mas um palácio com salões, o típico banho romano, templos e outros confortos. O local é mais famoso como palco da última batalha entre os judeus rebeldes contra o Império Romano. Comprometidos com o extermínio de toda a resistência, os romanos cercaram o local e construíram uma rampa de ataque. Quando finalmente conseguiram entrar, praticamente todos os judeus haviam se suicidado, preferindo a morte a serem capturados.

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Há várias coisas memoráveis nessa história. Por um lado, a resistência heroica de um povo contra o inimigo muito mais poderoso. Por outro a engenhosidade dos romanos ao construir uma rampa com quase duzentos metros de base e mais de cem metros de altura. Com certeza o mais marcante é imaginar o que levou todo o grupo a um pacto de suicídio coletivo. Os homens sabiam que seriam crucificados caso fossem capturados, enquanto as mulheres e crianças seriam escravizadas. Diante desses fatos, a única alternativa para eles foi a própria morte.

A vida que agora temos é a vida de Cristo. Ao tomar uma decisão por Jesus, decidimos morrer para nossa própria vida.

O quanto vale a vida? Em que circunstâncias a morte vale mais que a vida? Para aqueles que não têm esperança de uma vida após a morte, morrer é terminar a existência. Nada pode ser pior que morrer. Quero examinar com vocês algo que tem me consolado diante da ideia da morte. Paulo, diante da alta probabilidade de sua morte, escreveu em Filipenses 1.20-21: “Aguardo ansiosamente e espero que em nada serei envergonhado. Ao contrário, com toda a determinação de sempre, também agora Cristo será engrandecido em meu corpo, quer pela vida, quer pela morte; porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”.

Sua afirmação de que morrer é lucro parece extrema, mesmo para maioria dos cristãos. Há duas afirmações que trazem maior clareza para nós quanto a essa posição. A primeira está no próprio versículo 20 acima. Como seguidores de Cristo, assumimos um compromisso de viver para ele. Assim, podemos descansar no fato de que tanto nossa vida como nossa morte engrandecem o nome de Cristo. A segunda afirmação é também de Paulo, mas em Gálatas 2.20: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. A vida que agora temos é a vida de Cristo. Ao tomar uma decisão por Jesus, decidimos morrer para nossa própria vida. Tudo o que fizermos, seja vida, seja morte, para nós é lucro.

Não creio que o desejo de Deus é que desanimemos desta vida, mas que possamos compreender que esta é ultrapassada para nós. Nossa vida real está guardada lá no céu com nosso Senhor. Minha oração é que, diante dos desafios da vida, sejamos fiéis, sabendo que o que nos aguarda é muito melhor!

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Daniel Lima (D.Min., Fuller Theological Seminary) serviu como pastor em igrejas locais por mais de 25 anos. Também formado em psicologia com mestrado em educação cristã, Daniel foi diretor acadêmico do Seminário Bíblico Palavra da Vida (SBPV) por cinco anos. É autor, preletor e tem exercido um ministério na formação e mentoreamento de pastores. Casado com Ana Paula há mais de 30 anos, tem quatro filhos, dois netos e vive no Rio Grande do Sul desde 1995. Ele estará presente no 25º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética, organizado pela Chamada.

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