A certeza da esperança cristã

John F. Walvoord

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“Irmãos, não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não se entristeçam como os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram.” (1Tessalonicenses 4.13-14) 

Um dos grandiosos fatos da fé cristã é que temos esperança quando nossos amados em Cristo são levados deste mundo pela morte. Em geral, os cristãos não conseguem compreender a desesperança e o desespero tão característicos em pessoas que seguem religiões pagãs. Fora do Senhor Jesus Cristo, não existe nenhuma esperança em uma vida futura. 

O cristão possui a maravilhosa esperança de que, após esta vida, ele desfrutará de uma gloriosa e eterna existência na presença de Deus, com toda a alegria e êxtase que serão nossos quando estivermos com Cristo e com nossos amados que partiram antes de nós crendo no Senhor. Paulo não queria que os tessalonicenses reproduzissem a atitude desesperançada do mundo pagão. Em vez disso, o apóstolo desejava que eles entrassem experimentalmente na glória da esperança que estava diante deles.

O cristão possui a maravilhosa esperança de que, após esta vida, ele desfrutará de uma gloriosa e eterna existência na presença de Deus.

No versículo 14, o fundamento ou a base para essa esperança é fornecida. Nossa esperança é certa porque a preciosa verdade com respeito à vinda de Cristo para os seus é tão certa quanto as doutrinas centrais sobre sua morte e ressurreição. Caso não estejamos absolutamente convictos da morte e ressurreição de Cristo, também seremos inseguros quanto à nossa esperança cristã. O lugar para começar é na cruz de Cristo. Lá, ele morreu por nossos pecados; lá, temos um substituto, aquele que é capaz de nos salvar e fornecer um sacrifício suficiente por nosso pecado. Não lograremos progresso em nossa fé cristã até nos achegarmos à cruz. A ressurreição de Cristo está conectada à cruz, que constitui o selo de Deus e a evidência, ou a apologética, para a nossa fé cristã. Aqui está o selo de segurança: Cristo ressuscitou dentre os mortos. Uma das formas de pensar nisso é que a morte de Cristo é o pagamento total por nossos pecados, e a sua ressurreição é o recibo desse pagamento (cf. Romanos 4.25). É a prova de que Deus aceitou o perfeito sacrifício de Cristo em nosso favor. Se cremos que Cristo morreu por nós e ressuscitou dentre os mortos, realmente crendo e recebendo Jesus Cristo como nosso Salvador, então temos uma base para esperar que igualmente seremos ressuscitados.

Púlpitos que não proclamam a morte e a ressurreição de Cristo dificilmente pregarão sobre a vinda do Senhor.

Uma das razões pelas quais muitas pessoas hoje não consideram com seriedade o retorno de Cristo para  elas é que não permaneceram junto à sua cruz o suficiente. Púlpitos que não proclamam a morte e a ressurreição de Cristo dificilmente pregarão sobre a vinda do Senhor. Todos esses eventos estão inter-  relacionados. Se aceitarmos o que as Escrituras ensinam sobre a primeira vinda de Jesus e confiarmos nele, então será gerado, em nosso coração, um intenso desejo por ver o Salvador, e a verdade sobre a sua  vinda para nós será extremamente preciosa. Nós realmente ansiamos pela aparição do Senhor? Há algum  significado no fato de que Jesus pode voltar hoje? Muitos cristãos podem acreditar em seu retorno como  parte das suas crenças doutrinárias, mas podem não possuir essa expectativa diária. Pode fazer parte de  seu credo, mas não parte de sua antecipação contínua. A dificuldade é que o coração e a mente deles não  estão realmente focados em Cristo. Eles possuem a verdade da vinda do Senhor, mas a verdade não os  possui. Amaremos a aparição do Senhor em proporção direta ao amor que temos por ele. Se o amamos, se  ansiamos ver aquele que nos amou primeiro, então a certeza da sua vinda e o fato de que ele pode voltar hoje serão uma verdade preciosa para nós.

 

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John F. Walvoord (B.A., D.D., Wheaton College; M.A., Texas Christian University; Th.B., Th.M., Th.D., Dallas Theological Seminary) há muito tempo é uma autoridade reconhecida em teologia sistemática e escatologia. Dr. Walvoord aposentou-se da presidência do Dallas Theological Seminary em 1986 e faleceu em 2002. Ele também serviu como presidente da Evangelical Theological Society.

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