Um apelo à mentalidade de Jesus: parte 2 (4.1-6)

Norbert Lieth

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A reação do mundo à conversão

Nos versículos 4 e 5, lemos: “Por isso, falando mal de vocês, estranham que vocês não se juntam com eles no mesmo excesso de devassidão, eles que terão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos”. Aquilo no que o mundo se sente bem, do que se orgulha e se vangloria, a Bíblia chama de “devassidão”.

Alguns haviam recebido a salvação em Cristo e – por sua conversão – se afastaram das coisas malignas, o que trouxe estranheza a seus amigos e companheiros, levando-os a blasfemá-los e a persegui-los.

O mundo nunca mostrará compreensão por pessoas que decidiram cumprir a vontade de Jesus, de acordo com a Palavra de Deus. Nunca gostarão dos que querem agradar a Deus. Dificilmente tolerarão os cristãos que não desejam mais participar das suas devassidões. Zombam, distorcem e negam a verdade.

O mundo nunca mostrará compreensão por pessoas que decidiram cumprir a vontade de Jesus, de acordo com a Palavra de Deus.

Tanto naqueles tempos como hoje, os cristãos são acusados e apresentados como antissociais e intolerantes. O historiador romano Tácito, escrevendo em 116 d.C. sobre o tempo do imperador Nero (época da escrita de 1Pedro), descreve os cristãos como “classe odiada por suas abominações” (Anais 15.44), razão pela qual foram perseguidos. A Bíblia, porém, profere um claro julgamento sobre esse comportamento:

A obrigatória prestação de contas

“Eles que terão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos” (1Pedro 4.5). Quando Jesus voltar, os vivos serão levados perante ele e julgados: “Quando o Filho do Homem vier na sua majestade e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória. Todas as nações serão reunidas na sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos: porá as ovelhas à sua direita e os cabritos, à sua esquerda” (Mateus 25.31-33).

Mais tarde, no Juízo Final, os mortos serão julgados: “Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, que estavam em pé diante do trono. Então foram abertos livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que estava escrito nos livros. O mar entregou os mortos que nele estavam. A morte e o inferno entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras” (Apocalipse 20.12-13).

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Ninguém deve imaginar que pode escapar do julgamento de Deus. Quem não tiver o perdão por meio de Jesus; quem o rejeitar e prosseguir em sua vida pecaminosa, precisará dar explicações um dia. Quem não for justificado por Jesus terá de justificar por conta própria seu procedimento, o que sempre acabará mal. Sua inconsequência terá consequências.

Quem não for justificado por Jesus terá de justificar por conta própria seu procedimento, o que sempre acabará mal.

Pedro já tinha esse tempo do julgamento claramente diante dos olhos quando escreveu: “O fim de todas as coisas está próximo” (verso 7a). Por isso, suas declarações voltarão a adquirir máxima atualidade durante a grande tribulação.

A pregação do evangelho

“Pois, para este fim, o evangelho foi pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam em espírito segundo Deus” (1Pedro 4.6).

A Bíblia não ensina que o evangelho seria anunciado aos mortos. Pedro escreve sobre pessoas que ouviram o evangelho durante a sua vida e que agora estão mortas. Isso se explica pela declaração de que seriam julgadas “na carne segundo os homens”, mas viveriam “em espírito segundo Deus”. Portanto, já viviam no Espírito porque já tinham ouvido o evangelho e se converteram. Por isso, embora os homens os julgassem segundo a carne, eles viviam de acordo com Deus no Espírito como salvos.

Portanto, viviam, ouviram o evangelho, sofreram na carne a perseguição por mãos humanas, mas viviam espiritualmente uma vida redimida e, ao que tudo indica, morreram finalmente como mártires.

Para que lhes foi anunciado o evangelho? Para que fossem salvos, para levarem uma vida espiritual – uma vida que se afastasse dos pecados e até estivesse disposta a assumir sofrimento por causa disso.

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Norbert Lieth nasceu em 1955 na Alemanha, sendo missionário na América do Sul entre 1978 e 1985. Casado, tem 4 filhas. Hoje faz parte da liderança da Chamada da Meia-Noite em sua sede, na Suíça. O ponto central de seu ministério é a palavra profética, sendo autor de diversos livros e conferencista internacional. Ele estará presente no 25º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética, organizado pela Chamada.

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