O fruto da fé (1.22-25)

Norbert Lieth

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“Agora que vocês purificaram a sua vida pela obediência à verdade, visando ao amor fraternal e sincero, amem sinceramente uns aos outros e de todo o coração. Vocês foram regenerados, não de uma semente perecível, mas imperecível, por meio da palavra de Deus, viva e permanente. Pois ‘toda a humanidade é como a relva, e toda a sua glória, como a flor da relva; a relva murcha e cai a sua flor, mas a palavra do Senhor permanece para sempre’. Essa é a palavra que foi anunciada a vocês.” (1Pedro 1.22-25)

Quando analisamos o trecho anterior (1Pedro 1.18-21), vimos que Deus nos comprou com o precioso sangue de Jesus. Agora, Pedro afirma que quem é tão valioso para Deus também desejará configurar sua vida de modo valioso diante de Deus e viver de acordo.

Aqui encontramos um apelo para um amor mútuo, persistente e ardente. Será importante lembrar que se trata de uma ordem. Pedro pôde emitir essa ordem porque se criaram as condições que permitem sua observância.

No versículo 22, vemos que nossa alma foi purificada por meio de uma decisão que tomamos. Decidimo-nos a favor da verdade, e o amor foi derramado em nosso coração por meio do Espírito. Criaram-se, assim, as condições para um amor fraternal sincero, e em função dele somos convocados a nos amar contínua e persistentemente.

Uma vez que nascemos de novo, somos capacitados a amar (verso 23). Fomos renovados e recebemos de Deus uma nova vida espiritual (Tito 3.5). A eterna, viva e permanente palavra de Deus foi depositada em nós e não há mais desculpa para não amar alguém. Temos a possibilidade de decidir querer amar porque somos capazes de amar. Nosso amor deveria ser tão vivo como é viva a palavra de Deus que nos fez renascer.

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É preciso esforçar-se para amar; não é automático, mas a capacidade para isso nos foi dada.

O apóstolo Paulo elogiou os tessalonicenses por seu “esforço motivado pelo amor” (1Tessalonicenses 1.3). Portanto, é preciso esforçar-se para amar; não é automático, mas a capacidade para isso nos foi dada.

Qual é a diferença entre um ser humano e a flor da relva (verso 24)? Pensando na durabilidade, não é grande. Em contraste com isso, porém, o novo nascimento baseia-se na Palavra de Deus, que permanece eternamente.

A citação a seguir provém do livro de Isaías:

“Uma voz ordena: ‘Clame’. E eu pergunto: O que clamarei? ‘Que toda a humanidade é como a relva, e toda a sua glória como a flor da relva. A relva murcha e cai a sua flor, quando o vento do Senhor sopra sobre elas; o povo não passa de relva. A relva murcha, e as flores caem, mas a palavra de nosso Deus permanece para sempre.’” (Isaías 40.6-8)

Isaías fala nesse capítulo da futura redenção de Israel quando a glória do Senhor for revelada. Antes disso, Israel precisará passar pela tribulação, na qual ficará particularmente claro o quanto o homem é perecível. Nesse período, o amor de muitos passará por dura prova (“o amor de muitos esfriará”, Mateus 24.12); e, para os que forem salvos, será de importância especial atenderem à convocação para o amor.

O capítulo 1 da primeira carta do apóstolo Pedro se encerra com a frase: “Essa é a palavra que foi anunciada a vocês”.

A mensagem do evangelho que os destinatários originais da carta ouviram, e sua decisão de crer nela, tornou tudo tão novo que agora eles conseguem amar – e eles devem passar a praticar esse amor de modo incondicional e fervoroso.

No capítulo 2, Pedro prossegue com suas admoestações baseando-se nas verdades expostas até aqui.

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Norbert Lieth nasceu em 1955 na Alemanha, sendo missionário na América do Sul entre 1978 e 1985. Casado, tem 4 filhas. Hoje faz parte da liderança da Chamada da Meia-Noite em sua sede, na Suíça. O ponto central de seu ministério é a palavra profética, sendo autor de diversos livros e conferencista internacional. Ele estará presente no 22º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética, organizado pela Chamada.

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