O exemplo de Jesus como nosso modelo: parte 1 (3.18-22)

Norbert Lieth

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A proclamação da vitória por Jesus

Em 1Pedro 3.18-19, lemos: “Pois também Cristo padeceu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir vocês a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito, no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão”.

O Senhor Jesus deixou um modelo para nós, mostrando o que acontece quando sofremos imerecidamente.

  • Jesus não tinha pecado algum, ele não sofreu por seus pecados, mas pelos nossos pecados (verso 18a).

  • Jesus Cristo foi o Justo tratado injustamente para, desse modo, conduzir a Deus os pecadores injustos (verso 18b).

  • Cristo teve sua carne, seu corpo, brutalmente morta (crucificação), mas seu Espírito tornou-se vivo (verso 18c).

Isso nos explica que o corpo de Jesus permaneceu três dias no sepulcro, mas que seu espírito foi vivificado para que ele fosse ao Sheol. No momento de sua morte, Jesus havia exclamado: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lucas 23.46). Assim, o Espírito do Senhor foi vivificado imediatamente após a sua morte.

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A palavra hebraica Sheol significa “abismo” e a palavra grega correspondente é Hades. No Novo Testamento, esta palavra nunca é utilizada no sentido positivo. Ela é encontrada, sem exceção, relacionada somente com incrédulos e não há indicação que ali também permaneceriam pessoas crentes, por isso consta claramente que ele “pregou aos espíritos em prisão, os quais, noutro tempo, foram desobedientes” (veja Lucas 16.22-23; 2Pedro 2.4; Judas 6). Pessoas crentes não estão aprisionadas, pois elas já foram justificadas e não entrarão em juízo. Elas estão no “seio de Abraão”, uma expressão judaica para “felicidade” e ainda “paraíso”. Assim, de acordo com Lucas 16, Abraão não estava com o pobre Lázaro no Hades, mas longe dali. A alma sofrida do homem rico o enxergava “ao longe”, pois havia “um grande abismo” intransponível entre eles (versos 23 e 26).

Jesus não tinha pecado algum, ele não sofreu por seus pecados, mas pelos nossos pecados.

O Senhor esteve nos dois lados do reino da morte, primeiramente no paraíso com o criminoso da cruz (Lucas 23.43) e com os espíritos aprisionados no Sheol. Nós não lemos que o evangelho foi proclamado aos espíritos aprisionados; o texto diz simplesmente que houve uma proclamação. Mas o quê? Segunda Pedro 2.4 e Judas 6 mostram claramente que os anjos no abismo permanecem presos para o juízo e Lucas 16 fala que o homem rico permanece em sofrimento. Além disso, Apocalipse 20.11-15 aponta para o juízo final, quando os mortos serão trazidos do reino dos mortos para serem oficialmente julgados no dia final. Assim, a visita de Jesus ao reino dos mortos não deve ter sido uma proclamação do evangelho para salvação, mas para proclamar a sua vitória (veja a última frase de Pedro no versículo 22: “... ficando-lhe subordinados anjos, potestades e poderes”).

A graça nos dias de Noé

Pedro continua no versículo 20: “Os quais, noutro tempo, foram desobedientes, quando Deus aguardava com paciência nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca, na qual poucas pessoas, apenas oito, foram salvas através da água”.

Na prisão do Sheol encontram-se aqueles que não creram na Antiguidade, enquanto a arca era construída. Deus também poderia ter julgado as pessoas de maneira diferente e salvo Noé de outra maneira. Ao invés disso, o Senhor demonstrou sua longanimidade, concedendo ainda um período da graça que perdurou por todo o tempo em que a arca era preparada. Cada dia de trabalho na arca significava um dia a mais da graça, uma pregação especial e um convite ao arrependimento. Finalmente, apenas oito pessoas foram salvas do Dilúvio. As demais pereceram no juízo porque se negaram a crer.

Tudo isso assume uma lição espiritual para o nosso tempo.

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Norbert Lieth nasceu em 1955 na Alemanha, sendo missionário na América do Sul entre 1978 e 1985. Casado, tem 4 filhas. Hoje faz parte da liderança da Chamada da Meia-Noite em sua sede, na Suíça. O ponto central de seu ministério é a palavra profética, sendo autor de diversos livros e conferencista internacional. Ele estará presente no 25º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética, organizado pela Chamada.

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