Globalismo e o Futuro Ditador Mundial: Reformando os governos das nações

Jeff Kinley

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A reforma e o realinhamento dos governos das nações é um dos elementos essenciais da estratégia de Satanás. Há evidências de movimentações em direção a esse objetivo hoje?

Há milhares de anos Satanás deseja realizar seu tríplice objetivo original: ser Deus, governar a terra e ser adorado por toda a humanidade. Mas, para que isso aconteça, o mundo precisa ser fundamentalmente mudado. Satanás deve remodelá-lo e recriá-lo à sua própria imagem. Isso requer quatro elementos essenciais em sua estratégia: (1) reformar os governos das nações; (2) enganar o coração da humanidade; (3) preparar e posicionar seu homem do pecado; e (4) remover a influência da igreja.

Cada um desses quatro pilares proféticos é baseado em uma crise. Vamos examinar o que as Escrituras dizem sobre como cada um deles será cumprido e quais pistas contemporâneas indicam que eles estão atualmente em formação.

Reformar e realinhar os governos das nações

Os capítulos 2 e 7 de Daniel falam de um Império Romano revivido (também refletido em Apocalipse 13 e 17). Essa aliança de dez reis provavelmente será representativa das nações europeias e ocidentais mais poderosas nos últimos dias. Tenha em mente que reinos e países podem ser paralisados em questão de semanas ou meses devido a guerras, colapso econômico, exércitos invasores ou por meio de juízos divinos.

As Escrituras não especificam quem serão esses dez reis, nem como serão seus reinos. Presumivelmente, eles incluirão nações existentes, alianças/conglomerados de governos pré-existentes ou mesmo alianças multinacionais recém-formadas. Um rei pode representar muitas nações. É até possível que a atual União Europeia seja representada como um reino por seu presidente. Mais uma vez, as Escrituras não preenchem os espaços em branco para nós nesse caso.

Cada uma dessas futuras nações poderia representar muitos países/regiões. Historiadores e teólogos concordam que a outrora poderosa Roma poderia ser revivida como uma confederação de dez nações. No que podemos confiar é no fato de que haverá um governo mundial unificado formado na tribulação. Há evidências de movimentações em direção a esse objetivo hoje?

O passado prenuncia o futuro

Em 10 de janeiro de 1920, a Liga das Nações foi formada como a primeira organização intergovernamental mundial. Originariamente destinada a abranger 32 nações, seu objetivo era evitar outra guerra mundial por meio do desarmamento, da segurança coletiva e do diálogo intergovernamental. O presidente estadunidense Woodrow Wilson ganhou o Prêmio Nobel por seu papel como o principal arquiteto da Liga.

No que podemos confiar é no fato de que haverá um governo mundial unificado formado na tribulação.

Contudo, o senado dos Estados Unidos se recusou a se juntar à Liga por preocupação com a soberania americana. Sabemos que a Liga das Nações não foi capaz de evitar outra guerra global. Adolf Hitler, aspirando conquistar a Europa e depois o globo, mergulhou a humanidade em outra guerra mundial. Curiosamente, o plano de Hitler incluía um Reich (reino ou império) de mil anos, falsificando o futuro reinado milenar de Jesus Cristo. O Holocausto que ele infligiu aos judeus foi um prelúdio sinistro de Apocalipse 12 – representando a tentativa de Satanás de iniciar prematuramente a tribulação e seu reinado na terra.

Após o fim da guerra, em 1945, Winston Churchill defendeu a formação dos “Estados Unidos da Europa” – sua visão para o futuro da Europa e da paz mundial. Em 1957, França, Alemanha Ocidental, Itália, Holanda, Bélgica e Luxemburgo assinaram o “Tratado de Roma”, estabelecendo a Comunidade Econômica Europeia (CEE), ou Mercado Comum Europeu. O que hoje é conhecido como União Europeia tem atualmente 27 nações.

Além disso, as Nações Unidas se tornaram uma burocracia inchada e presuntuosa que busca expandir seu poder sobre cada nação e indivíduo no mundo.

Nunca desperdice uma crise

Quando a pandemia do coronavírus chegou, atuais e ex-líderes mundiais fizeram apelos por um sistema de governança global. Tony Blair, Gordon Brown e o ex-secretário-geral da ONU Ban Ki-moon pediram a união de esforços das nações do G-20, da ONU, do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial para garantir “direitos humanos, solidariedade e justiça”, estimulando nossa “responsabilidade compartilhada como cidadãos globais”.

Atualmente, Ban é vice-presidente de The Elders, um grupo independente de líderes internacionais que “trabalham juntos pela paz, justiça e direitos humanos”. Entre seus planos globais estão a cooperação multilateral entre as nações, a paz, a cobertura universal de saúde e o combate às mudanças climáticas, em direção à “justiça para todos”.

Um personagem relativamente novo no cenário global se juntou a essa mistura. Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial, reúne elites globais todos os anos desde 1971 na relativamente obscura cidade de Davos, na Suíça. Durante a crise da Covid-19, Schwab disse: “A pandemia representa uma rara, mas estreita janela de oportunidade para refletir, reimaginar e redefinir nosso mundo”.

Outros líderes religiosos e globalistas comentaram no passado:

– Cada um de nós está evoluindo em direção à divindade. Creio que o messias que esperamos, que todos nós sem dúvida esperamos, é o cristo universal; ou seja, o cristo da evolução. – Teilhard de Chardin, padre jesuíta francês, filósofo, paleontólogo, evolucionista.

– Temos de passar o mais rápido possível para um governo mundial, uma religião mundial, sob um líder mundial único. Na hora de sua escolha, o supremo absoluto tocará seu próprio sino de vitória aqui na terra através do coração amoroso e servidor das Nações Unidas. – Robert Muller, ex-secretário-geral adjunto das Nações Unidas, proponente da “Constituição Global”.

Então, que catalisador poderia catapultar as nações do mundo para um acordo tão unificado? Que emergência global ou situação planetária seria tão grave, tão aguda, tão devastadora e tão impactante que motivaria os líderes das nações a deixarem de lado suas diferenças e conflitos passados? O que os levaria a essencialmente dissolver suas fronteiras, entrelaçando a economia global e atividades comuns para se tornarem um só? O que, ou quem, os unirá?

A resposta à pandemia foi um prenúncio do que está por vir. Sua verdadeira agenda, de acordo com o Fórum Econômico Mundial e o Fundo Monetário Internacional, é a mudança climática, a igualdade econômica e a justiça social. Como isso se parece na prática? Envolve essencialmente adorar o planeta e destruir o capitalismo em favor do socialismo, afastando o sistema de fé judaico-cristão que ficaria em seu caminho.

Essas são apenas questões superficiais que mascaram uma agenda ainda mais profunda, encontrada em Salmos 2.1-6:

“Por que se enfurecem as nações e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e as autoridades conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo: ‘Vamos romper os seus laços e sacudir de nós as suas algemas.’ Aquele que habita nos céus dá risada; o Senhor zomba deles. Na sua ira, a seu tempo, lhes falará e no seu furor os deixará apavorados, dizendo: ‘Eu constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião’.”

Publicado originariamente em https://harbingersdaily.com/globalism-and-the-coming-world-dictator-reforming-the-governments-of-the-nations/.

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Jeff Kinley (Th.M., Dallas Theological Seminary) já escreveu mais de 30 livros e é convidado para falar em diversas igrejas e conferências. Seu ministério equipa igrejas e cristãos a fim de que possam discernir os tempos e viver com confiança. Seu podcast semanal, Vintage Truth, é escutado em mais de 70 países. Também é um dos apresentadores do podcast The Prophecy Pros. Ele e sua esposa vivem em Little Rock, Arkansas, e têm três filhos adultos. Seu site é jeffkinley.com.

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