Refletindo sobre a figura do oleiro

Lothar Gassmann

Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente.” (Gênesis 2.7)

Você já observou algum oleiro fazendo o seu trabalho? Em suas mãos, uma porção deformada de argila se transforma em recipientes com os mais diversos formatos e figuras. Primeiramente a argila é amassada e recebe um formato primário. Depois é colocada sobre um disco giratório. Enquanto ele gira, o oleiro pressiona a argila em determinados pontos – e subitamente surge um esbelto vaso, xícara ou cálice. Na oficina do oleiro também são produzidas figuras de pessoas e animais. Às vezes são figuras tão bem-feitas que parecem estar vivas. Quais formatos e figuras serão produzidos... isso depende unicamente da fantasia do oleiro. Eles são tão numerosos e diferenciados como são as suas ideias.

O oleiro é um criador – um criador de seu próprio pequeno mundo. Talvez você consegue entender por que a Bíblia pode usar o oleiro como figura para indicar o grande Criador, Deus. Do mesmo modo como o oleiro humano forma o seu pequeno mundo, assim o Criador divino formou o seu grande mundo – conforme as suas ideias e imaginação, de acordo com seu plano e pela palavra da sua boca. A esse grande mundo pertence tudo o que há ao nosso redor: o céu, a terra, os animais, as plantas – e nós mesmos, as pessoas. Sim, todas as pessoas; você e eu somos criaturas de Deus. Você e eu, assim diz a Bíblia, fomos formados na olaria de Deus a partir “do pó da terra” (Gênesis 2.7).

Existe, no entanto, uma importante diferença entre a olaria divina e a humana: enquanto o homem, mesmo com a maior habilidade artística, não consegue soprar o fôlego da vida em suas obras, Deus o fez. Ele criou pessoas, animais e plantas como seres vivos. Dessa maneira podemos dizer “sim” a Deus e receber do seu imenso amor por nós. Somente dessa maneira seremos realmente pessoas como Deus as imaginou.

Eu vivia, mas internamente estava morto.
De Jesus e de Deus nada queria saber.
Deus insistiu em me estender a sua mão
até que pude sua vontade compreender.

Eu li a Bíblia. Vi tantas coisas novas.
Fiz uma prece e a minha timidez perdi.
Vi que Deus não condena, mas me ama,
pois o mais importante dele eu recebi.

Minha cruz chegou à cruz: para mim foi a ordem: “Pare”.
Ali Jesus Cristo foi pregado e por mim se sacrificou.
Eu aceitei a Jesus e, em adoração, fiquei parado,
percebendo como o milagre se realizou.

Deus assumiu minha vida e agora em mim reside.
Tomou os meus medos e os trocou por alegria.
Deus me dá esperança que ninguém mais me tira:
A esperança que ele dá a todo o que nele confia.

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Lothar Gassmann nasceu em 1958 na cidade alemã de Pforzheim. É pregador, professor, evangelista e publicista. Escreveu numerosos livros, artigos e canções na área teológica. Desde 2009, é colaborador do Serviço das Igrejas Cristãs (CGD, na sigla original) e editor da revista trimestral Der schmale Weg [O Caminho Estreito]. Completou seu doutorado em teologia em 1992, na Universidade de Tubinga, na Alemanha.

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