Os sofrimentos de Jesus na entrada triunfal

Lothar Gassmann

Está escrito: ‘A minha casa será chamada casa de oração’; mas vocês estão fazendo dela um ‘covil de ladrões’.” (Mateus 21.13)

Quanto mais Jesus se aproximava de Jerusalém, o centro religioso do mundo – antigo e atual –, tanto mais aumentavam os seus sofrimentos. Ele não entrou montado num cavalo de guerra, como faziam os imperadores naqueles dias, mas num jumento, o que simboliza a sua humildade e também a sua mansidão, disposição de sofrer e de ser ferido (Mateus 21.1-11). Quando entrou no templo, ele sofreu ao ver que os mercadores fizeram um “covil de ladrões” de Mamom daquele local e os expulsou (Mateus 21.12-17). A figueira ressecada simboliza seu sofrimento com o povo que não produz frutos e está destinado ao juízo (Mateus 21.18-22). Os ásperos confrontos com os sumos sacerdotes e anciãos, os fariseus e saduceus, no templo culminam no lamento de Jesus: “Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que são enviados a vocês! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram” (Mateus 23.37). Agora restava apenas o anúncio do juízo: “Eis que a casa de vocês ficará deserta. Pois eu digo que vocês não me verão mais, até que digam: ‘Bendito é o que vem em nome do Senhor’” (Mateus 23.38-39).

Ele é o Senhor de todos os senhores,
ele é o Rei de toda a glória.
Sobre um jumento ele montou,
e fraco, por nossa fraqueza, sofreu na história.

A multidão espalhou ramos para o divino,
“Aleluia”, em alta voz gritou.
Ao Senhor, porém, a cruz era o destino,
de onde até o que era amigo o abandonou.

As pedras gritarão, se nós calarmos
para a Jesus, o Senhor, anunciar.
Se as nossas portas lhe abrirmos
o poder do seu amor iremos experimentar.

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Lothar Gassmann nasceu em 1958 na cidade alemã de Pforzheim. É pregador, professor, evangelista e publicista. Escreveu numerosos livros, artigos e canções na área teológica. Desde 2009, é colaborador do Serviço das Igrejas Cristãs (CGD, na sigla original) e editor da revista trimestral Der schmale Weg [O Caminho Estreito]. Completou seu doutorado em teologia em 1992, na Universidade de Tubinga, na Alemanha.

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