Luta e Vitória: Lições da vida de Jacó

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Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo.” (Gálatas 6.14)

Em Gênesis 32.6-7a lemos: “Quando os mensageiros voltaram a Jacó, disseram-lhe: ‘Fomos até seu irmão Esaú, e ele está vindo ao seu encontro, com quatrocentos homens’. Jacó encheu-se de medo e foi tomado de angústia”.

Não surpreende que Jacó ficou com medo e angustiado quando seu irmão veio ao seu encontro acompanhado de quatrocentos homens, pois para ele Esaú personificava uma culpa de 20 anos. Jacó o havia traído, enganado, e então fugido para a casa de seu tio Labão, na Mesopotâmia. Agora ele estava regressando para casa, carregado de muitas bênçãos. A antiga culpa o reencontrou e ele ficou muito amedrontado. Posso imaginar que entre os leitores deste texto também estão pessoas que observaram que o pecado age como um bumerangue. Um pecado não perdoado sempre volta sobre nossa cabeça. Poderíamos dizer também: Esaú era o irmão gêmeo de Jacó e gêmeos têm uma caraterística especial: eles são inseparáveis, eles acabam voltando a se encontrar – uma imagem de carne e sangue. Aqui na terra a carne e o sangue não podem nos abandonar e nos dão muitas preocupações. E nós, filhos de Deus, muitas vezes ficamos amedrontados porque a carne quer pecar.

Por meio dessa dificuldade foi que Jacó teve a experiência em Peniel: “Vi a Deus face a face” (Gênesis 32.30). Veja bem! Muito daquilo que nos acontece – nem sempre, mas muitas vezes – é consequência de pecados que não foram perdoados e sobre os quais não houve arrependimento.

Você é infeliz no casamento? Onde está a causa? Deus é o culpado? Não, é você! Vocês não casaram no Senhor. Talvez você tenha se divorciado e casou novamente contra a orientação da Palavra de Deus. Arrependa-se disso! Jacó tomou decisões erradas. Os versos 7-8 dizem: “Jacó encheu-se de medo e foi tomado de angústia”. Primeiramente ele tentou pôr a salvo a metade de seu efetivo: “Então dividiu em dois grupos todos os que estavam com ele, bem como as ovelhas, as cabras, os bois e os camelos, pois assim pensou: ‘Se Esaú vier e atacar um dos grupos, o outro poderá escapar’”. Para Jacó, no entanto, tudo isso foi em vão. Ele, com todo o seu ser e com todas as suas posses, precisou ser confrontado pelo juízo de Deus. Filho(a) de Deus, por que você ainda tenta se assegurar contra o juízo de Deus? Você não conseguirá se livrar do seu inexplicável medo se não for confrontado(a), com tudo o que você possui e com todo o seu ser, diante do juízo do Gólgota – o juízo sobre o seu pecado – para que também você consiga se libertar de tudo.

A graça só se torna efetiva após a humilhação.

A segunda decisão desesperada de Jacó foi a procura pela graça junto de Esaú, sem se humilhar. Ele mandou que seus servos informassem a Esaú: “Tenho bois e jumentos, ovelhas e cabras, servos e servas. Envio agora esta mensagem ao meu senhor, para que me recebas bem” (verso 5). E Esaú? Ele por acaso respondeu: “Meu querido irmão, está tudo bem, você está perdoado”? Não! Jacó não recebeu resposta alguma, mas os servos informaram: “Fomos até seu irmão Esaú, e ele está vindo ao seu encontro, com quatrocentos homens” (verso 6).

Posteriormente, depois que Jacó se humilhou perante Esaú e se curvou sete vezes diante dele, lemos: “Mas Esaú correu ao encontro de Jacó e abraçou-se ao seu pescoço, e o beijou. E eles choraram” (Gênesis 33.4). A graça só se torna efetiva após a humilhação. A graça de Deus não é algo barato; ela é um dom imerecido para aqueles que o demonstram curvando-se e humilhando-se. Humilhando-se do quê? Do pecado e da culpa! Meu irmão, minha irmã, que vive com medo e dificuldades, com medo diante da vida e diante da morte, que está infeliz em seus negócios, em seu casamento, que está com medo do Esaú que se aproxima ameaçadoramente, venha e se humilhe sob a poderosa mão de Deus, e ele lhe exaltará. Curve-se diante dele com arrependimento. Jacó se curvou depois sete vezes, cujo significado é: total e completamente.

No entanto, ele toma mais uma decisão inútil. Ele tentou substituir a humilhação por meio de uma conquista. Ele preparou um grande presente para o seu irmão: “Depois de passar ali a noite, escolheu entre os seus rebanhos um presente para o seu irmão Esaú: duzentas cabras e vinte bodes, duzentas ovelhas e vinte carneiros, trinta fêmeas de camelo com seus filhotes, quarenta vacas e dez touros, vinte jumentas e dez jumentos” (Gênesis 32.13-15). Um presente gigantesco! “Porque pensava: ‘Eu o apaziguarei com esses presentes que estou enviando antes de mim; mais tarde, quando eu o vir, talvez me receba’” (verso 20). No entanto, nem com esse presente ele conseguiu realizar a reconciliação. Foi necessário que ele se curvasse. – Você, que talvez sinta ser muito justo e piedoso, você acha que com sua justiça e piedade consegue a reconciliação com Deus? De modo algum! Somente aquele que confirma a sua própria falência junto à cruz do Gólgota, em Jesus Cristo, encontra a graça do Senhor.

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Wim Malgo (1922-1992) nasceu em Maassluis, Holanda. Formou-se no Instituto Bíblico Beatenberg, na Suíça. Fundou a Obra Missionária Chamada da Meia-Noite na Suíça em 1955. Autor de mais de 40 livros, durante décadas suas mensagens bíblicas, proféticas e de santificação, profundas e atuais, transmitiram uma visão clara do plano de Deus e ajudaram inúmeras pessoas em sua vida de fé.

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