Deus, onde estás?

Elsbeth Vetsch

Pergunta: “Procuro respostas para perguntas importantes. Recebi uma correspondência de conhecidos que dizia: ‘Senhor, Senhor, onde estás? Será que ainda continuas atento aos acontecimentos no mundo? Por que permites a existência de tantas religiões, se és único? Os homens querem um sinal! Por favor, dá-o a eles’.”

Resposta: Perguntas como essas já foram levantadas pelos filhos de Corá (veja o Salmo 44). Elas indicam um coração que busca, que tem dúvidas e que – esperamos – procura a verdade. Se essa busca for sincera, Deus responderá, conforme Jesus prometeu (veja Mt 7.7-8). Isso não significa que todas as perguntas serão respondidas imediatamente, o que só é prometido para quando estivermos com Jesus na glória (veja Jo 16.23). Hoje ainda vivemos numa época em que acontecem coisas incompreensíveis, que nunca teríamos imaginado. No final das contas, trata-se das conseqüências trágicas do fato de que a maioria da humanidade afastou-se de Deus e dos Seus mandamentos.

Apesar disso, nosso coração cheio de dúvidas pode aquietar-se já agora se nos firmarmos nAquele em quem confiaram os filhos de Corá e muitos outros. Por favor, leia o Salmo 46. Aliás, quando surgem perguntas semelhantes, é aconselhável ler os Salmos. Muitas vezes os autores dos Salmos decidiram assumir uma posição de fé: “Senhor, mesmo que eu não compreenda muitas coisas, mesmo quando não entendo a Ti, vou me firmar em Ti e confiar em Ti.” A fé não é uma questão intelectual, mas do coração.

É verdade que atualmente muitos querem sinais. O mesmo ocorria na época de Jesus. A respeito, o Senhor Jesus deu uma resposta muito séria aos fariseus e saduceus, quando vieram tentá-lO e Lhe pediram um sinal do céu: “...Chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está avermelhado; e, pela manhã: Hoje, haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos? Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas. E, deixando-os, retirou-se” (Mt 16.2-4).

Em resumo: você não pode responder certas perguntas de seus conhecidos, mas pode animá-los a tomar uma decisão concreta: crer e confiar no Deus onipotente e em Sua Palavra! Desejamos-lhe muita graça para isso! (Elsbeth Vetsch)

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