Congresso Profético

Quando tua alma chora

Quando a ansiedade já me dominava no íntimo, o teu consolo trouxe alívio à minha alma” (Salmo 94.19).

Tudo cinzento? Tudo nebuloso? Abatido e depressivo?

Há dias em que a alma não enxerga sequer um brilho de luz. Não é o que acontece? Não importa para onde se olha, o que se vê são rostos oprimidos, pessoas que não conseguem se arranjar com as realidades da vida. Vê-se o sofrimento no mundo, as incontroláveis catástrofes da natureza, crises de fome e terremotos, terror, o sofrimento de pessoas inocentes, morte e terrível pavor. Será que ainda existe algo com o qual uma pessoa possa se alegrar?

Quando Salomão avaliou o curso cotidiano do mundo, ele viu apenas rostos oprimidos. Todavia, o pior para ele foi constatar que ninguém era capaz de reanimar as almas pobres e abatidas. Assim, elas não tinham quem as consolasse (Eclesiastes 4.1). De fato: uma constatação arrasadora.

Afinal, o que é o consolo? Seria o famoso curativo: “Já vai dar certo!”? Certamente que não.

O que de fato acontece conosco quando somos consolados? O contrário do consolo é o desespero. É o amargo reconhecimento que qualquer esforço para modificar a situação difícil seria inútil. Quantas vezes nós como cristãos somos levados aos limites da vida. Sentimos então como uma palavra forte de consolo faria tão bem nesse momento.

Ele, o maravilhoso Senhor, mantém sua mão estendida para que nenhum mal o atinja.

Ah!, como Jó recebeu “curativos” com palavras de consolo bem intencionadas de seus amigos. Jó, sentado em cinzas com suas terríveis dores, reconheceu o sentido vazio das palavras piedosas deles. Com seu coração frustrado, ele deu o grito desesperado: “Pobres consoladores são vocês todos!” (Jó 16.2).

Afinal, o que é o consolo? Creio que podemos explicar com uma ilustração. Quem já praticou alpinismo sabe que, no trajeto final, muitas vezes ocorre um esgotamento inexplicável. Com a cabeça ruborizada, segue-se com esforço e ofegante. A pulsação acelera. Os olhos ardem, a língua prende-se ao céu da boca. Então surge o pensamento: afinal, para que todo esse esforço? Não teria sido melhor aproveitar o teleférico?

Isso me faz lembrar de um experimentado alpinista que sabia consolar maravilhosamente com um simples manejo. A situação: trilha estreita e íngreme repleta de gelo e neve. Então, havia o medo de cair no ameaçador desfiladeiro. No entanto, como fomos consolados quando o líder colocou à disposição os pitões, os ganchos na parede gelada, para que prendêssemos nossas cordas com segurança! Os pitões, que então eram visíveis, nos serviram de consolo. Eles eram nossa sustentação e segurança.

Será que você perdeu de vista os “pitões” que o Senhor mantém preparados para você? Não importa quais sejam as circunstâncias no momento em sua vida, você deve saber: não haverá queda para o desfiladeiro! Não importa como se apresentam as circunstâncias da sua vida, Deus tem pitões salvadores instalados em todo lugar.

Há alguém que sabe consolar você maravilhosamente.

Por que você mesmo assim anda desesperado? Você não tem motivo algum para baixar a guarda.

Ele, o maravilhoso Senhor, mantém sua mão estendida para que nenhum mal o atinja. Por isso, não ande inconsolável! Anime-se. Não permita ser derrotado na luta da vida. Não se assuste se sua alma, por qualquer dor, quer se esconder numa nuvem escura. Talvez você até imagine que não há pessoa alguma nesse mundo que possa lhe compreender e consolar. No entanto, nunca esqueça: há alguém que sabe consolar você maravilhosamente. Ele o toma em seus braços juntamente com todo o fardo que tanto o oprime nesse momento.

Nunca esqueça: os pitões fixados nos paredões rochosos são a vitória de Jesus na cruz do Gólgota. Ele é a segurança eterna que a sua alma necessita. O consolo é a certeza estável que esses pitões resistem eternamente. É esse nome do Jesus Vencedor que você deve falar em alta voz – por sobre toda a escuridão, sobre qualquer obstáculo amedrontador que se opõe. Que Senhor Jesus maravilhoso é esse que nós temos! Não há ninguém igual a ele! — Manfred Paul

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